Ter mais do que uma fonte de rendimento está a tornar-se normal?

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Entre salários, investimentos e trabalhos extra, há cada vez mais formas de complementar o rendimento mensal. Neste episódio do Minuto Consumidor, olhamos para o peso que estas fontes adicionais já têm no orçamento e para a forma como os consumidores as estão a usar.

Ter apenas um rendimento já não é a realidade de muitos consumidores. Um estudo da ConsumerChoice, realizado através de um questionário online a 755 participantes, mostra que 43% já têm mais do que uma fonte de rendimento e outros 25% admitem estar a pensar diversificar. Entre os 18 e os 34 anos, estas duas percentagens sobem para 50%.

A explicação pode estar, em parte, na margem que sobra ao fim do mês. O salário continua a ser a principal fonte de rendimento para 70% dos participantes, mas 58% consideram que o rendimento principal não chega para fazer face às despesas ou permite suportá-las apenas com pouca margem.

É nesse espaço que entram outras formas de ganhar dinheiro. Entre quem já tem rendimentos adicionais, os investimentos financeiros são uma das opções mais frequentes, referidos por 36% dos participantes. O trabalho freelance ou a prestação de serviços surgem logo depois, com 33%. Há ainda quem obtenha rendimento através de juros de depósitos ou produtos de poupança e de dividendos.

O peso deste complemento torna-se ainda mais evidente quando se pergunta o que aconteceria se desaparecesse. Segundo a ConsumerChoice, 63% dos participantes consideram que teriam alguma ou muita dificuldade em manter o atual nível de vida sem essa fonte adicional de rendimento. Entre quem consegue ganhar dinheiro extra, 58% dizem receber entre 100 e 500 euros por mês e 24% ultrapassam os 500 euros.

A internet também está a abrir novas possibilidades. O estudo revela que 94% dos consumidores consideram que se tornou mais fácil criar fontes adicionais de rendimento através do meio digital. Venda de produtos usados, criação de conteúdos e freelancing aparecem entre as atividades identificadas com maior potencial. A Inteligência Artificial também já entra nesta discussão: 84% acreditam que poderá facilitar, muito ou em certa medida, a criação de novas fontes de rendimento.

Olhando para os próximos anos, a expectativa é de que esta realidade ganhe ainda mais expressão. Cerca de 77% dos participantes acreditam que hoje é mais comum ter várias fontes de rendimento do que há cinco anos. E apontam sobretudo o “aumento do custo de vida” e os “salários insuficientes” como fatores que poderão continuar a alimentar esta tendência.

Como resume o próprio estudo, ter várias fontes de rendimento está a deixar de ser visto apenas como uma forma de ganhar mais e passa também a estar associado à procura de “segurança, autonomia e resiliência financeira”.

O “Minuto Consumidor” é um projeto dedicado a esclarecer as suas dúvidas e ajudá-lo a tomar decisões mais informadas. Acompanhe no Expresso Online e na antena da SIC Notícias. Esta iniciativa tem o apoio da Escolha do Consumidor.

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