Foi vítima de fraude bancária? Saiba o que deve fazer

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Uma chamada, uma mensagem ou um link aparentemente legítimo podem estar na origem de uma fraude bancária. Quando se percebe o que aconteceu, agir depressa pode fazer diferença. Neste episódio do Minuto Consumidor, explicamos os primeiros passos a dar, que provas deve guardar e em que situações pode ser possível recuperar o dinheiro

Assim que perceber ou suspeitar que foi vítima de fraude, o primeiro passo é “interromper qualquer contacto com o burlão, seja por voz ou por mensagem, e imediatamente contactar a instituição bancária solicitando ajuda”, explica Manuel Barros, diretor de Canais e Informação do ActivoBank

O contacto com o banco deve ser feito o mais rapidamente possível. “Deve solicitar a avaliação das transações das suas contas, avaliar a credibilidade dos acessos, pedir o cancelamento dos mesmos ou, inclusive, até o cancelamento dos cartões, consoante a ação de burla que tenha sido perpetrada”, acrescenta Manuel Barros. Segundo o Banco de Portugal, se tiver realizado uma transferência em que suspeite ter sido vítima de fraude, pode também ser necessário pedir ao banco novas credenciais de acesso ao homebanking (o serviço que permite consultar e movimentar a conta bancária pela internet).

Outro cuidado importante é guardar tudo o que permita perceber como aconteceu a fraude. “Basicamente, tudo aquilo que possa indiciar a cronologia da burla, sejam os contactos, o registo das chamadas, o registo dos e-mails, mensagens de texto”, recomenda Manuel Barros. A PSP aconselha igualmente as vítimas de burla a conservar as trocas de emails, mensagens, fotografias e outros elementos relacionados com o caso.

Recuperar o dinheiro nem sempre é possível e pode depender do tipo de operação. “A recuperação depende da forma como é autorizada a transação”, começa por explicar o responsável do AtivoBank. Nas operações que não são imediatas, ainda pode existir margem para tentar travar ou reverter o pagamento através do banco. Já nas transferências instantâneas, como algumas operações feitas por MB WAY, o processo pode ser mais difícil, uma vez que o dinheiro é transferido quase de imediato.

De acordo com o Banco de Portugal, numa transferência imediata o dinheiro deve ficar disponível na conta do beneficiário no máximo dez segundos depois de a ordem ser iniciada, independentemente da hora ou do dia.

Depois de avisar o banco, é também importante participar a situação às autoridades. De acordo com o Banco de Portugal, uma fraude relacionada com uma transferência pode ser comunicada à PSP, à GNR, à Polícia Judiciária ou ao Ministério Público.

O Banco de Portugal recomenda consultar regularmente os movimentos da conta, ativar alertas de transferências e débitos (quando o banco disponibiliza essa opção), e não avançar com uma operação quando existam dúvidas sem primeiro esclarecer a situação junto da instituição.

O “Minuto Consumidor” é um projeto dedicado a esclarecer as suas dúvidas e ajudá-lo a tomar decisões mais informadas. Acompanhe no Expresso Online e na antena da SIC Notícias. Esta iniciativa tem o apoio da Escolha do Consumidor.

Porque consumidores informados fazem melhores escolhas.

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