Uma mensagem sobre uma entrega pode chegar no momento certo e parecer totalmente credível. É precisamente essa aparência de normalidade que os burlões aproveitam para tentar obter dados pessoais ou dinheiro. Neste episódio do Minuto Consumidor, explicamos que sinais devem levantar suspeitas, como confirmar se um SMS é verdadeiro e o que fazer se já tiver clicado num link
As mensagens fraudulentas em nome de distribuidoras podem ser difíceis de distinguir das verdadeiras, sobretudo quando o consumidor está à espera de uma encomenda. Os burlões procuram reproduzir o nome e a aparência de empresas conhecidas e, muitas vezes, acrescentam um sentido de urgência para levar a vítima a agir rapidamente.
Há, no entanto, alguns sinais a que vale a pena estar atento. Carla Pereira, diretora de Marketing e Comunicação da DPD Portugal, aponta erros de escrita, endereços pouco habituais e ligações que não correspondem aos canais oficiais da empresa como alguns dos principais indícios. A estes juntam-se mensagens que pressionam o consumidor: “É muito urgente, tem que ser já” ou “tem que pagar alguma coisa”, exemplifica.
Este tipo de fraude pode assumir diferentes formas. Quando a tentativa é feita através de SMS, fala-se normalmente em smishing, uma variante do phishing (uma técnica usada para enganar a vítima e levá-la a fornecer dados pessoais ou bancários). Já o spoofing acontece quando os burlões se fazem passar por uma empresa ou entidade conhecida, tornando a mensagem mais credível.
Distribuidoras e outras empresas são frequentemente usadas como pretexto precisamente porque muitos consumidores fazem compras através da internet e podem estar à espera de uma entrega. No caso da DPD, Carla Pereira explica que este tipo de esquema também já utilizou o nome da empresa, tal como acontece com outros operadores.
“Primeiro que tudo, sempre desconfiar. E, mesmo que pareça verdadeiro ou fidedigno, porque parece aquela empresa, [recomenda-se]confirmar no site, na aplicação ou através do telefone da empresa que está supostamente a contactar-nos”, aconselha Carla Pereira.
Se já clicou no link, forneceu dados ou realizou um pagamento, o passo seguinte é contactar rapidamente o banco e explicar o que aconteceu. Carla Pereira aconselha também a guardar toda a informação disponível: “Nunca apagar as trocas de SMS ou a informação do próprio SMS ou do email que recebemos”, diz.
Mensagens, capturas de ecrã, links e comprovativos podem ser úteis para perceber o que aconteceu e para apresentar a situação às autoridades. Se houver suspeita de burla, a participação pode ser feita junto da PSP, GNR ou Polícia Judiciária.
Antes de responder a uma mensagem relacionada com uma encomenda, confirme por isso a informação diretamente nos canais oficiais da empresa. E, perante pedidos inesperados de pagamento ou de dados bancários, não avance sem verificar primeiro a origem do contacto.
O “Minuto Consumidor” é um projeto dedicado a esclarecer as suas dúvidas e ajudá-lo a tomar decisões mais informadas. Acompanhe no Expresso Online e na antena da SIC Notícias. Esta iniciativa tem o apoio da Escolha do Consumidor.
Porque consumidores informados fazem melhores escolhas.





