Estudo da XTB revela que os portugueses preparam as férias com rigor financeiro e recorrem às poupanças para evitar o endividamento 

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Um novo estudo conduzido pela aplicação de investimentos XTB com o apoio do TGM Market Research Institute vem desmistificar a ideia de que o período de férias de verão é sinónimo de descontrolo financeiro em Portugal. 

Com base numa amostra nacional de mais de 1000 participantes, a investigação traça o perfil de um consumidor cada vez mais prudente e estruturado, que procura o merecido descanso sem colocar em risco a saúde das suas finanças pessoais

A preparação para as férias difere de geração para geração 

Segundo o estudo, mais de metade dos inquiridos (52%) pagam as suas férias com recurso às poupanças que fizeram ao longo do ano especificamente para essa finalidade. Isto demonstra que os portugueses seguem uma estratégia clara de poupança para planear as férias: 

  • 3,4% do que os portugueses gastam é suportado pelo habitual subsídio de férias; 
  • 13,7% são por poupanças provenientes do salário corrente. 

Contudo, a dependência destas fontes varia drasticamente com a idade: dos 18 aos 24 anos, quase 60% dos inquiridos financiam o verão através de uma poupança realizada ao longo do ano, já na geração dos 55 aos 64 anos o cenário inverte-se, com o subsídio de férias a assumir-se como o motor essencial para as férias de quase metade desta faixa etária.

Hábitos diários durante o período de férias 

A ponderação que antecede a partida para o destino das férias reflete-se com igual consistência no comportamento diário durante a estadia, dado que mais de 3/4 dos inquiridos (77,1%) declaram que procuram ativamente controlar os excessos e evitar gastos desnecessários, existindo uma fatia de 10,1% que assume exercer um controlo financeiro ainda mais rigoroso no verão do que no resto do ano. 

Esta atitude reflete-se no cumprimento de metas financeiras estipuladas: 

  • 23,1% dos inquiridos asseguram que nunca ultrapassam o orçamento previsto; 
  • mais de metade fazem-no raramente (53,2%); 
  • 19,9% admitem exceder o valor limite frequentemente e apenas 3,8% referem ultrapassá-lo sistematicamente.

Restrições no lazer e na restauração 

Mesmo nas escolhas de lazer e gastronomia, o hábito de consumo pauta-se por um equilíbrio pragmático, na medida que 67,4% dos portugueses restringem os gastos em despesas extraordinárias – como saídas, passeios ou aluguer de veículos – entre uma a duas vezes por semana. 

Ao nível da restauração, mais de metade (56,2%) fixam a despesa por pessoa num intervalo entre os 15 e os 30 euros. Há 23,7% que conseguem fazer refeições fora por menos de 15 euros por pessoa, enquanto uma pequena amostra de 4,1% prefere cozinhar em casa ou não frequentar estabelecimentos de restauração durante o período das férias.

O retrato traçado pela XTB demonstra, assim, que a procura pelo bem-estar e pelo merecido descanso nas férias em Portugal não prescinde de um planeamento estruturado, combinando o lazer com a salvaguarda da estabilidade financeira das famílias. 

“Estes resultados revelam uma atitude muito positiva no comportamento das famílias”, explica Eduardo Silva, Diretor da XTB Portugal. “A recusa quase total em utilizar crédito para as férias indica uma maior maturidade e literacia financeira, no sentido em que os portugueses assumem que o descanso não tem de resultar num encargo para os meses seguintes. O facto de a maioria organizar um orçamento específico e depender das poupanças mostra que a proteção das finanças pessoais é, hoje, uma prioridade inegociável, mesmo nos momentos de lazer.”

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