Como vamos comprar no futuro?

2-3 minutos

Comprar menos, comparar mais e recorrer à tecnologia para escolher. Neste episódio do Minuto Consumidor, olhamos para a forma como o preço, a Inteligência Artificial e a procura por alternativas à compra de produtos novos estão a mudar os hábitos de consumo.

Os hábitos de compra estão a mudar, sobretudo pela forma como os consumidores comparam preços, procuram informação e tentam controlar melhor os gastos. O estudo “Consumo do Futuro 2026”, da ConsumerChoice, realizado através de um questionário online a 801 participantes, mostra que cerca de 76% admitem consumir menos no futuro e que, para a maioria, a principal razão é poupar ou reduzir despesas.

Essa vontade de consumir menos aparece também ligada a uma maior preocupação em aproveitar melhor aquilo que já se tem. Evitar o desperdício surge entre as principais razões apontadas e cerca de 30% dizem querer fazer os produtos durar mais. A moda e o calçado são as áreas onde existe maior disponibilidade para reduzir a compra de produtos novos, seguidas da tecnologia e eletrónica e dos artigos para a casa.

A forma de escolher também está a mudar. Mais de metade dos participantes, 52,2%, dizem já ter usado uma ferramenta de Inteligência Artificial para apoiar uma decisão de compra. A aceitação é maior quando a tecnologia serve para pesquisar produtos ou comparar preços. Já a ideia de deixar que faça uma compra sem nova autorização reúne muito menos confiança.

Essa cautela está ligada a receios relacionados com a privacidade, a possibilidade de fraude ou roubo de dados e o risco de receber informação incorreta. Segundo o estudo, quase 70% admitem ainda perder confiança numa recomendação quando sabem que esta foi patrocinada por uma marca.

A sustentabilidade continua igualmente presente nas escolhas, mas o preço mantém um peso importante. Entre os participantes, 49,3% dizem preferir marcas sustentáveis apenas quando o preço é competitivo. Para perceber se uma promessa ambiental é credível, valorizam sobretudo certificações independentes e informação clara sobre a origem e os materiais dos produtos.

Comprar novo também já não é sempre a primeira opção. Nos seis meses anteriores ao estudo, 33,8% repararam um produto em vez de comprar novo e 27,9% compraram em segunda mão. Há ainda quem tenha vendido produtos que já não utilizava ou optado por artigos recondicionados.

Ainda assim, estas alternativas continuam a levantar algumas dúvidas. Entre as principais barreiras, 61,7% apontam o estado ou a qualidade dos produtos. A falta de garantia e o receio de fraude aparecem também entre os fatores que dificultam a compra em segunda mão ou de artigos recondicionados.

Quando pensam nos próximos anos, os participantes continuam a colocar a carteira no centro das decisões. Cerca de 38,8% acreditam que o preço e o custo de vida terão o maior impacto nas compras em 2030. Ao mesmo tempo, a tecnologia deverá ganhar espaço e há também maior atenção a produtos mais duradouros e fáceis de reparar.

O “Minuto Consumidor” é um projeto dedicado a esclarecer as suas dúvidas e ajudá-lo a tomar decisões mais informadas. Acompanhe no Expresso Online e na antena da SIC Notícias. Esta iniciativa tem o apoio da Escolha do Consumidor.

Porque consumidores informados fazem melhores escolhas.

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